Definitivamente, sem blackout não consigo dormir muito. Como hoje era dia útil, não foi tão ruim acordar cedo, saí da cama as 7h30 e fui fazer o café.

O Vini, que dormiu na sala, acordou depois das 9h mesmo com o barulho, calor e a claridade, acho que estava cansado. A Isis, que dormiu junto com ele acordou e foi para a nossa cama as 3h30.

Nossa programação de hoje era ir no maior parque aquatico do Espírito Santo. Fica a menos de 30km daqui e o acesso é pela BR101, bem fácil.

Chegando lá, consegui um estacionamento bem na porta e também meio ingresso para todos. Logo na entrada, tinham duas piscinas, o Vini já gostou da primeira que entrou e não queria sair. Com muita insistencia, aceitou a conhecer o resto do parque.

Ao passar por um túnel, deu acesso a outras piscina e aos tobogãs mais radicais. O parque era muito grande. O Vini foi logo descendo um mega escorregador, e foi mais umas vezes ainda.

Descobrimos que tinha mais piscinas para outro lado e lá achamos uma piscina de ondas e acabamos ficando por lá. Pedimos umas caipirinhas e comida. Até que as coisas eram baratas no parque, isso é um milagre.

Depois do almoço, o Vini, Isis e Antônia voltaram para a piscina, de tempos em tempos ligavam as ondas, ficava mais divertido. Teve também uma recração dentro da piscina, com dança e música. A Isis ficou dançando o tempo todo.

Passamos a tarde na piscina, as vezes davamos uma volta nas outras piscinas. O Vini e a Antônia ficaram numa que era uma quadra de volei aquático.

Quase no final ho horário, fomos todos para a parte dos tobogãs e descemos todos nós juntos no mega escorregados, a Isis adorou. Ainda descemos mais umas vezes em outro tobogã, o Vini não podia ir em alguns que a altura minima era 1,40.

Ficamos até fechar o parque, nos arrumamos antes de sair e fomos embora. Antes de chegar em casa, passamos numa padaria para comprar algumas coisas para comer e nos liberar da janta. Depois deixei todos em casa e fui no super pegar algumas coisas que estavam faltando. Até aproveitei uma promoção de vinhos que tinha lá.

Foi bom estar cedo em casa, tomamos um café e as crianças comeram miojo. Ficamos pela sala fazendo coisas aleatórias já que ninguem estava pilhado para tomar banho.

Quando não dava mais para enrolar, o pessoal foi para o banho. Depois a Isis e a Antônia foram brincar de massinha enquanto o Vini jogava no Nintendo.

Fomos dormir cedo, amanhã vamos conhecer outra praia.

Hoje tive que acordar cedo de novo, tinha mais uma renovação de certificado e a Grazi acabou acordando junto, pois tinha marcado para fazer as unhas aqui perto.

Combinamos de inverter o dia hoje, para ficar de manha em casa e ir na praia na parte da tarde. Então deu para trabalhar bastante, fiz um feijão de almoço com salada e filé.

Pós almoço, nos arrumamos para ir na praia. Ao sair do prédio, estava ventando bastante e chegando na praia, a ventania era muito maior, mas ficamos igual. O guarda-sol não deu para abrir.

Mesmo com muito vento, as croança entraram na água e segundo elas, não estava frio. A Grazi ficou tomando banho de sol, a Tati lendo e eu no celular e de olho nas crianças.

O Vini quis alugar um colchão para brincar no mar, o problema era o vento mais forte que ele. Não conseguiu ficar nem 5 minutos e saiu voando. O colchão foi parar lá na outra praia, não sei se não furou neste momento. Acabamos devolvendo e podendo usar de crédito outro dia.

Depois ele foi andar de skimboard com o mesmo amigo de ontem. Subiu umas vinte vezes, e caiu vários tombos mas estava gostando. A Antonia e a Isis ficaram no mar, em algum momento as crianças ficaram com frio e levantamos nosso acampamento.

Chegando em casa, a Grazi foi dormir e a gente foi dar uma volta de carro. Fomos conhecer a Igreja da Matriz, de 1585 e próximo a ela, tem a outra igreja, mas estava estava só as ruinas. De lá fomos conhecer a orla da Praia do Morro, que é bem maior e mais movimentada que aqui. Ainda decidimos ir para o outro lado, tinha visto um bar bem badalado no tiktok que tinha cerveja, drinks e música ao vivo mas chegando lá, não tinha nada e era na entrada de uma favela. Nem paramos e fomos embora pra casa.

Voltamos cedo até, esquentamos a janta das crianças, a Isis ficou fazendo vários vídeos dela dançando. O Vini e a Antônia ficaram jogando no celular.

Hoje mudamos as camas aqui, trouxemos o colchão do Vini para a sala e colocamos a Isis para dormir junto com ele e nos dar uma folga.

Acordei cedo hoje, nosso quarto não tem blackout e isso não me deixou dormir. As 7h15 eu levantei e aproveitei para ir no super comprar as coisas que estavam faltando. Tinha um mercado aqui perto, não era muito grande mas tinha tudo que precisava.

Na volta tinha um agendamento para renovação do certificado digital, depois dessa tarefa, fiz café e acordei o pessoal. Enquanto eles acordavam, trabalhei mais um pouco.

No final da manhã chegamos na praia, fica aqui na rua de trás e estava bem cheia. Ficamos na Praia das Castanheiras e assim que chegamos, já pedimos algo para comer.

Não demos muita sorte com os pedidos, a caipira de moranho veio uma batida de morango, depois pedimos uma caipira de vodka e veio uma de cachaça e para fechar, o prato que pedimos veio errado. Para não me incomodar, fechei a conta neste quiosque e começamos com outro.

Nesta viagem, tenho achado as coisas mais baratas que no sul, aqui em Guarapari tenho achado mais barato ainda.

As crianças brincaram muito, na areia, no mar, numa boia e na prancha. Alguma hora o Vini queria ir pra casa e depois desistiu e não queria ir embora.

A água aqui é bem mais fria e apesar de achar que a água estava ficando mais quente com o passar das horas. Por volta das 15h fomos pra casa para nos arrumar. A Grazi queria fazer a unha e a gente já aproveitou para passear na volta.

Achamos uma feira de artesanato aqui perto mas estava bem falhado, poucas bancas e pessoas. Assistimos o ór do sol na beira da praia e depois seguimos caminhando, alguem indicou o Beco da Fome, que fica aqui perto também.

Pedimos um hambúrguer, espetinho e alguns chopps para acompanhar. As crianças ficaram só no celular.

Voltamos pra casa, a Grazi ficou com as crianças e eu fui com a Tati no super pegar algumas coisas parao almoço de amanhã. Também pegamos uns vinhos para tomar hoje a noite.

Já deixamos algumas coisas prontas para amanhã, depois fomos jogar um jogo que a Antonia trouxe de perguntas e respostas. Depois ainda brincaram de massinha e jantaram de novo (como se não tivesse comido nada).

Nossa ideia de ir dormir cedo não se concretizou.

Nosso último deslocamento antes de iniciar a volta. Até que não acordei cedo, acabei levantando as 8h30.

Depois de tomar café já comecei a juntar as coisas, estamos com um monte de roupa suja, deixamos só secando no varal. Já estou ficando craque em organizar no porta malas, parece que cada vez sobra mais espaço.

Antes de ir embora de Búzios, fomos conhecer a famosa Rua de Pedra e o calçadão de Brigitte Bardot. Nesta orla, onde tem uma estátua dela, ficam diversos restaurantes e hoteis chiques por aqui. Na verdade ela morou uns 4 meses aqui mas foi suficiente para a cidade ficar mundialmente conhecida.

Caminhamos um bom trecho da orla, o Vini estava meio azedo de fome, então paramos num desses restaurantes a beira mar para almoçar. O Restaurante era o Madame Bardot, nós pedimos um ceviche, salada ceaser e dois pratos kids para as crianças.

Ficamos um tempo por ali contemplando a natureza e tomando uma caipirinha enquanto as crianças ficavam no celular. Na saída caminhamos pela Rua das Pedras, paramos numa lojinha para comprar lembrancinhas de viagem e o meu copinho.

O sol estava forte, então fomos conhecer nossa última parada, que era a praia da ferradura, que dizem ser a mais famosa daqui. Lá tinha um serviço de praia bem grande, com muitos restaurantes.

A água não era tão quentinha quando em Angra, mas parece não ter incomodado as crianças. O Vini já queria entrar no mar mas era dia de viagem e não seroa bom ele viajar molhado.

Pegamos a estrada depois das 14h, tinhamos mais de 5h de estrada apesar da pouca quilometragem. O problema principal é que passa por dentro das cidades e alguns engarrafamentos.

Fizemos duas paradas para banheiro e lanchinho. Pegamos um acidente feio no caminho, o presunto estava no chão.

Chegamos em Guarapari as 21h15 e fomos direto jantar. Pelo rodízio, hoje a Isis que escolhia o tipo de comida, que foi pizza. Fomos na Kebabs Steak, que tinha pizza no cardápio também.

Nos fundos tinha uma área kids que as crianças ficaram brincando. Até estavam mais enpolgadas com isso do que com a pizza.

Chegamos no apartamento um pouco antes da Tati, descarregamos tudo e começamos a nos instalar. A parte ruim é que não tinha ar condicionado em todos os quartos como o anfritrião passou.

Dei uma volta de carro para procurar um supermercado mas segundo o porteiro, todos fecham as 22h. Encontrei uma loja de conveniencia para conseguir água pelo menos.

Acabamos indo dormir depois da uma da manhã.

Acabei acordando às 8h mesmo sem celular, estava preocupado em arrumar ele. Numa rápida pesquisa na internet, tinha uma opção aqui pertinho e outras nas cidades ao redor. Primeiro orcei numa loja de Cabo Frio, e era muito mais caro que em Porto Alegre na loja oficial, minha segunda opção era a loja aqui perto que para minha surpresa, era bem mais em conta.

Acabei fazendo umas coisas no computador antes de sair, tinha que entregar algumas coisas que estavam pendentes. Fui até a loja e acabei acertando o conserto do celular, era para ficar pronto às 16h30.

Como não havia mais nada para fazer, fui para casa e ao chegar, estavam todos deitados. Como era quase meio dia, o pessoal se agitou para almoçar.

Recebemos uma dica de lugar aqui da pousada mesmo, de um restaurante aqui na orla que serve frutos do mar. Ao chegar no lugar, era bem bonitinho e parecia ter comida boa. Pedimos uma moqueca de frutos do mar que estava excelente, as crianças foram de feijão, arroz, peixe e batata frita, o Vini comeu tudinho.

Como estávamos no lado da praia, fomos lá dar uma olhada. Estamos na praia da ferradurinha, uma pequena praia, cheia de pedras gigantes. A Grazi e as crianças ficaram ali esperando enquanto voltei na pousada para pegar as cadeiras e demais equipamentos de praia.

Nos instalamos no meio da praia, o Vini achou uns meninos para jogar altinha e a Isis achou um menino e foi brincar no mar. Eu e a Grazi ficamos embaixo do guarda-sol cuidando.

Caminhei para os lados, tirei umas fotos, fui com o Vini ver as tartarugas que tem num dos lados da praia. O Vini estava tentando pegar uns mini siris, mas eles eram rápidos demais.

Perto das 16h voltamos pra casa para nos arrumar e ir buscar o meu celular. Ao chegar lá, ainda não estava pronto para a minha angústia.

A Grazi tentou uma manicure na volta, mas estava tudo fechado já. Eu tinha esquecido a máquina fotográfica em casa, voltei para buscar.

Enquanto fazíamos hora para o telefone ficar pronto, passei no supermercado para comprar água e mais algumas coisas que faltam. Como ainda tínhamos tempo, passeamos pela avenida principal e visitamos um sushi para o jantar.

No fim, escolhemos o sushi perto da loja de celular, não pela localização, mas pelos reviews positivos da casa. Ao sentar na mesa a loja avisa que o celular ficou pronto. Fui a pé buscar, fiz alguns testes lá e parece tudo bem.

Voltando no restaurante pude jantar descasado, com a certeza que meu telefone estava vivo de novo. O menu degustação era excelente, digno dos melhores sushis de Porto Alegre. Provamos quase todo cardápio, era tudo muito bom.

O lugar também era lindo, era um complexo com vários restaurantes com mesas ao ar livre. Tinha além de sushi, pizzarias, parrilla e pizza. Quase na hora de ir embora, tinha música ao vivo, com um cara tocando saxofone.

Na saída que convidei o pessoal para dar uma passeada no centro, já que era bem cedo mas não toparam, queriam ir pra casa descansar.

Hoje acordamos tarde, já eram 9h passadas. Preparei o café e aos poucos fomos acordando as crianças, era nosso último dia em Angra e por milagre, tinha sol lá fora.

O problema é que precisavamos fazer nosso check-out e com isso arrumar todas as tralhas. Esse processo é bem demorado, até arrumar todos e guardar tudo, já era meio dia.

A parte boa de hoje é que conseguimos estacionar na beira da praia, na primeira vaga do mar. Com isso foi menos dolorosa nossa chega. A primeira coisa que fizemos, enquanto todos tinham energia ainda foi visitar a praia secreta, aquela que não conseguimos ir ontem.

Foi preciso subir mais da metade da trilha de volta para pegar o acesso a esta praia. O espaço é bem menor e com menos gente, tem praticamente poucos espaços com mar e o resto ocupado por pedras gigantes, é linda.

Aproveitamos para tirar várias fotos por ali e depois voltamos para a outra praia. As crianças estavm loucas para cair na água, mas é ruim caminhar todo molhado.

Nos instalamos lá no outro lado, na saída da água da usina, tinha uma pequena faixa de areia mas suficiente para as cadeiras. Ficamos ali, cuidando das crianças e tomando um negroni.

A Grazi aproveitou e entrou na água com as crianças, estavam empolgadíssimas catando pedras no mar. Em algum momento o tempo começou a fechar, mas isso não era problema.

O problema veio quando um temporal se armou, rapidamente a praia esvaziou. Ficaram só nós e alguns poucos turistas, que não tem a possibilidade de voltar a qualquer hora neste lugar. Fiquei um tempo com ascrianças no carro esperando a chuva passar, depois voltamos para a praia.

Enquanto aguardávamos, ficamos comendo um pastel no carro. Depois disso, colocamos as roupas de banho de novo e fomos pra praia.

Lá ficamos, um bom tempo dentro da água quentinha, estava chovendo um pouco mas parece que o mar ficava mais quentinho, até uma fumaça saia da água.

A Grazi queria muito tirar uma foto nossa em cima de uma pedra, no meio do mar com essa fumaça subindo, então peguei meu celular e fomos até lá. Quando chegamos, acabei me desiquilibrando e molhando o meu celular, com isso, ele parou de funcionar.

Como já era final da tarde, resolvemos pegar a estrada pois ainda tinhamos 5h30 de estrada até Armação de Búzios. Logo na saída paramos num posto para abastecer e nos arrumar. A estrada inicial era lenta ainda, cheia de curvas e  com chuva mas próximo a cidade do Rio de Janeiro começava as pistas mais rápidas.

Pegamos dois acidentes na Av. Brasil, com isso atrasou ainda mais nossa chegada. Depois da ponte Rio-Niteroi o transito andou melhor, não tinha prativcamente ninguem na estrada, só nós.

Chegando na região dos lagos já começou a ficar mais devagar o caminho, com muitas lombadas e pardais. Antes de ir para a pousada, passamos no McDonalds para pegar um lanche. Este Mc era muito demorado, acho que perdemos 30min no drive thrue.

Pouco antes da meio noite chegamos no nosso Airbnb, que por sinal, era muito ruim. Mas como era tarde, acabamos nos abancando.

Acordei cedo e hoje não precisava, era sábado e não tinha demandas pendentes. Aproveitei para fazer o café e começar a acordar o pessoal já que abriu o tempo.

Até nos arrumar e arrumar as crianças, o tempo fechou e quando saímos, ainda começou a garoar mas não tinhamos outra opção, fomos igual.

Nosso passeio hoje era para conhecer a Praia do Laboratório, indicação do Filipe e parecia ser bem interessante, uma praia que recebe a água aquecida das usinas nucleares de Angra I e II. Apesar de ser geração de energia nuclear, segundo eles, não tem risco pois a água não tem contato com partes contaminadas.

A parte ruim é que pelo horário de chegada, o estacionamento da praia já estava lotado, tivemos que ficar num mais em cima e com uma trilha de uns 10 minutos morro abaixo. O problema seria na volta.

Queríamos conhecer a praia secreta mas passou despercebido a entrada dela e fomos direto pro laboratório. Lá arrumamos nosso espaço, nem abrimos o guarda-sol pois estava bem nublado. A Grazi ficou tomando banho de sol (sem sol) e as crianças brincando no mar. A Isis fez vários amigos, incluindo o tio do picolé e o Vini arranjou uma turma para jogar altinha.

No final da praia tinha um quisque de pastel, aproveitamos para almoçar antes que as crianças azedassem. Bem do lado do quiosque tem uma pequena trilha que leva para uma parte onde as tartarugas ficam, já que esta água é quentinha porem não enxergamos nenhuma.

Fomos na próxima entrada para chegar nesta parte da praia onde vem a água quente da usina e realmente, era bem quentinha. Acabamos entrando todos no mar, acho que foi minha primeira vez nesta viagem.

Um pouco mais pro lado tem uma pedra, que pode saltar e cair na água. O Vini e a Grazi pularam várias vezes. Em algum momento começou a chover bastante, achamos que era a hora de ir embora. Fui lá buscar o carro e peguei o pessoal na beira da praia, o guardinha liberou para isso. Vários carros estavam com problemas para subir, ficava patinando e nada.

Em casa tomamos bano e nos arrumamos, nosso cronograma era ir pro centro de Angra e aproveitar para lavar roupas. O problema era a forte chuva, até recebemos mensagens da Defesa Civil avisando dos riscos. Esperamos um pouco passar a chuva mas não deu muita trégua.

No fim não daria para passear na rua, então fomos direto no Shopping Piratas, lá tinha tudo que a gente precisava, lavanderia, super e loja de biquini. Nosso outro programa de hoje era jantar bem porem as melhores opções de restaurantes eram na Ilha Grande.

Achamos algumas opções, fomos visitar a primeira mas estava vazio então fomos na segunda e como tinha um baita estacionamento, acabamos ficando lá, mesmo estando vazio.

Jantamos no Garoupas, a comida era bem boa. Minha ideia era tomar um vinho, mas a carta era bem pequena e o que me interessou não tinha, acabei ficando nos drinks mesmo.

Pegamos a estrada de volta, tinhamos mais de 30 minutos de estrada. A Isis acabou dormindo no caminho e seguiu dormindo quando chegou. Dormimos depois da meia noite.

Dia de acordar cedo de novo, levantei as 7h30 e fui para o café, levei um café na cama pra Grazi e voltei para ficar um pouco no computador. Despachei algumas coisas e ainda fiz o diário de viagem.

Segundo o dono da pousada, o tempo ia abrir hoje, pena que vamos seguir viagem. Juntamos nossas coisas, já arrumamos as crianças com roupa de praia e fomos embora.

Antes de sair de Ubatuba, passamos pela orla para conhecer um pouco, já que ontem estava escuro e com bastante chuva. Tem bastante coisa por lá, até uma roda gigante que dava para ver ontem a noite.

Pegamos a estrada em direção a Praia do Félix, que ficava uns 20 minutos de Ubatuba. No meio da estrada tinha uma entradinha para praia do Lúcio, que fica junto com a do Félix. Como se trata de uma propriedade privada, tivemos que pagar uma taxa de estacionamento, bem barato por sinal, e conseguimos estacionar bem na beira da praia.

Lá tinha toda uma infra estrutura de restaurante, serviço de praia, banheiros e outras comodidades mas nosso interesse era outro, a Ptraia das Conchas, que a entrada era por essa praia.

Fomos direto para o canto da praia, no meio das pedras onde começava a trilha que nos levaria até a praia. Como choveu bastante ontem, estava tudo embarrado e escorregadio. Mas como viemos para isso, seguimos pela trilha que leva uns 20 minutos.

Chegando lá, o lugar é bem bonito, mas pequeno. O chão é praticamente só de conchas quebradas e tinha umas piscinas naturais que se formaram no meio das pedras. Tiramos várias fotos por lá, o Vini não queria ir embora.

Na volta pela trilha, a Grazi acabou caindo um tombo e se sujando toda, mas nada de grave. Na saída, as crianças tomaram banho de mar, que estava muito bom.

Como tinhamos outra parada pelo caminho, juntamos as crianças e voltamos para a estrada. O próximo destino era uma cascata na beira da estrada.

A Cachoeira do Prumirim passava por baixo da estrada e seguia o curso no lado. Paramos o carro na rodovia mesmo e descemos para ver. Uma parte da cachoeira já da para ver da estrada mesmo, mas a parte que se toma banho era mais distante e precisava pegar uma pequena trilha, como estávamos mal estacionados, acabamos deixando de lado.

Seguimos para nosso próximo destino, cidade de Paraty. Tudo parece perto, mas tudo é demorado. Até lá, menos de 60km e fomos direto para a Poço do Tarzan, que fica na Estrada Real, a maior rota turistica do Brasil, com mais de 1600km passando por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Paraty é um dos destinos finais do caminho antigo.

Por ser dentro da natureza, era uma avenura chegar lá, ainda mais com tudo embarrado. Depois de um caminho por barro e uma escada de troncos, chegamos numa ponte de madeira, onde só pode atrávessar duas pessoas por vez. Do outro lado, tinha um restaurante com música ao vivo, lugar onde íamos almoçar.

Como já tinha passado das 14h, o pessoal todo estavam com fome, até o Vini. Pedimos um prato com peixe frito com arroz e purê e um outro peixe com molho de camarão e batata frita, estavam excelentes.

Depois do nosso almoço, fomos para as cachoeiras. O Vini estava muito ansioso para descer no outro tobobã que tinha lá. Este era um pouco maior e mais radical, mas não arriscou descer sem colete.

A primeira descida não foi muito boa, foi trancando no caminho por ser muito leve. Na segunda, o pessoal desceu ele por outro lado, aí sim deslizou bastante. Desceu mais umas vezes ainda antes de cansar, depois ficamos esperando a Grazi que na verdade tinha ido para o estacionamento.

Pegamos o carro e fomos conhecer o centro histórico de Paraty, que fica do outro lado da rodovia. Lá conseguimos estacionar do lado do cais, bem próximo ao inicio do centro histórico. Lá tem mais de 350 anos desde o seu surgimento e o calçamento já mostra um pouco de como era no passado, para os carros, é muito ruim andar por lá.

Caminhamos pelas ruas, hoje com muitas lojas de grife e lojas de decoração. Tem também muitos restaurantes e cafés, aproveitamos para parar num e comer um bolo.

O Vini e a Isis queriam entrar e todas as lojas e com isso, o que era para ser uma voltinha rápida se levou um bom tempo. Eu comprei meu copinho para garantir e seguimos caminhando.

Algum momento começou a chover e decidimos voltar para o carro. Quando isso acoteceu, as pessoas que estaam caminhando sumiram, sei lá para onde foram. Pegamos um açaí para o Vini ir comendo, mas acabou quebrando a colher e não conseguiu comer.

Agora sim, partimos para nosso destino final do dia, antes, passamos no supermercado por lá acreditamos que seria difícil achar algo aberto e com variedade. Os últimos 60km do dia foram abaixo de chuva, e a estrada com muitas curvas. Levamos 1h para chegar no nosso flat.

O anfitrião nos mandou muitas fotos e dicas de como chegar, pois o lugar era bem escondido. Chegando lá, descarregamos o carro e nos instalamos. As crianças tomaram banho e depois jantamos, eles queriam miojo de janta.

Ficamos um pouco nos celulares e depois fomos dormir, amanhã será um dia cheio.

Hoje não tive muita escolha, tive que acordar cedo mesmo, acabei marcando umsa reunião para as 8h da manhã pois nossa ideia era sair cedinho. No fim o cliente apareceu só as 8h40 e terminamos a reunião as 9h15.

Enquanto fazia minha reunião, a Grazi ficou arrumando as malas e as crianças, quando terminei, já estava quase tudo pronto.

A parte ruim é que estava chovendo o tempo todo, então era ruim para fazer os passeios mas fomos igual, era o nosso roteiro. Nossa parada prncipal de hoje foi em Ilha Bela, uma ilha bem pertinho daqui, uns 30km porem leva quase 1h30 até lá por causa das estradas e também da travessia de balsa.

Chegando lá, a fila de carros estava gigantesca porem eu tinha fila preferencial que praticamente não tinha carros. Chegamos e entramos direto na balsa, nem esperamos.

A travessia leva uns 20 minutos, o Vini gostou da experiencia. Ficamos lá na frente olhando a movimentação.

A ilha é bem grande, tem 350km quadrados e tem de tudo. Nossa primeira parada foi no Engenho da Toca, um complexo produtor de cachaça que tem 4 cachoeiras dentro. Apesar da chuva, fomos igual e o Vini se divertiu muito num tobogã natural com correnteza da cachoeira, desceu umas 10 vezes. Depois passeamos pelas outras que tinha por lá.

A parte boa é que estava bem vazio, no acesso temos direito a repelente, colete salva-vidas, estacionamento e banheiros. O repelente era o mais importante de todos, quando fui colocar, já estava todo mordido e nem tinha sentido.

Saímos de lá e passamos no letreiro de Ilhabela, que por milagre, tinha uma infra estrutura para estacionar e uma vista para o continente.

Já eram duas da tarde, fomos procurar um restaurante para almoçar. A Grazi encontrou alguns, todos na beira do mar perto do centro. No fim ficamos com o Pimenta de Cheiro, lugar muito legal e com bastante opções de comida. Pedimos um filé de peixe com molho de catupiry e arroz para as crianças e nós uma burrata de entrada e um risoto de polvo, estava excelente.

Na saída fomos conhecer o centro histórico, tinha uma igreja famosa por lá. Aproveitei para comprar meu copinho e as crianças, souvenirs da igreja.

Ainda tomamos um café e comemos um bolinho numa confeitaria que tinha do lado.

Pegamos a estrada, com chuva, em direção a Ubatuba. Eram 90km mas levamos 2h30 para chegar lá. Além da chuva, a estrada é simples e cheia de curvas. Tinhamos dois pontos para parar, mas com a chuva e escurecendo, acabamos passando reto.

Chegamos na pousada perto das 20h, deixamos algumas coisas e saímos para jantar no centro. O Vini só queria comer sushi e o resto pizza. Procuramos algumas opções na volta, não queriamos algo muito elaborado.

No fim estacionamos o carro numa rua e saímos procurando, como estava chovendo, entramos na primeira que tinha lugar.

No fim todo mundo tinha azedado e eu já estava querendo ir embora. Como precisavamos jantar, ficamos esperando. Pelo menos a pizza era bem boa. A pizzaria era a Venezia, na orla de Ubatuba.

Depois deixei todos na pousada e fui comprar meu copinho. Achei bem fácil e perto, depois voltei e tentei fazer as crianças dormirem, mas foi bem difícil. O Vini madrugou no celular.

Acordei cedo sem querer, aí dormi mais um pouco e acordei pouco antes das 9h. Tinham nos informado que tinha uma padaria do lado da pousada mas nem aberta estava. Então decidi ir direto no mercado e já comprar algumas coisas que faltavam.

O mercado fica na quadra de trás, mas para chegar lá precisa dar uma volta maior. No caminho achei um atalho por dentro de uma pequena galeria de lojas.

Preparei uma torrada para as crianças e um pão com ovo, queijo e presunto pra Grazi.

Acabamos ficando no celular até perto do meio dia, então decidimos ir para a praia, mesmo com tempo meio fechado. Estava um pouco abafado mas sem sol.

Nossa primeira parada foi a Praia de Maresias, aqui pertinho, fomos a pé sem nada para carregar. Nos instalamos perto do salva vidas, o Vini entrou direto no mar junto com a Grazi. Este mar era bem agitado e forte, até na beira ele tinha ondas grandes, afinal, é uma praia para surfistas.

Como estava arriscado para as crianças, pegamos uma dica de outra praia aqui perto e mais calma. Passamos na pousada, pegamos o carro e fomos para a Praia de Santiago. Fica uns 20 minutos de Maresias e com difícil lugar para estacionar, acabei estacionando num cantinho da rua que não atrapalhava ninguém, mas não era permitido.

Dessa vez descemos as cadeiras, prancha e brinquedos de areia. O Vini foi surfar direto, nesta, as ondas ficaram mais atrás. A Isis ficou brincando na areia, depois fomos caminhar um pouco até as pedras, lá tiramos um monte de fotos.

Algum tempo depois, quando bateu a fome, procurei algum restaurante nesta praia, mas não tinha nada aberto, acabamos pegando o carro e indo para Toque Toque, quase do lado da praia que estávamos.

Lá achamos um bistrozinho com comida e principalmente feijão, que o Vini estava a fim de comer. Eu pedi uma caipirinha para acompanhar, comemos bem.

Na saída fomos conhecer uma cachoeira aqui perto mas chegamos nela por cima e não na parte de baixo. Tiramos umas fotos e fomos embora. Ainda fomos em outra cachoeira que tinha na beira da estrada, essa conseguimos chegar na parte de baixo. Em 2023 uma grande tempestade destruiu a cachoeira, mas a queda d’água continua.

Quase no final da tarde saímos atrás de um lugar para tomar um café e comer um docinho. A ideia inicial era fazer isso em Maresias mas no caminho o trânsito estava parado por causa de um acidente, então fomos para o outro lado na cidade de Barequeçaba. Lá tinha uma padaria mais simples, mas atendeu a necessidade.

Na volta o acidente já tinha se resolvido e chegamos em casa mais rápido. Na pousada, tomamos banho e nos arrumamos para dar uma volta no centro e lavar algumas roupas.

Deixamos uma máquina lavando e fomos passear numa rua cheia de lojinhas, a Isis entrava em todas as lojas e queria comprar tudo. Dizia que tinha dinheiro no carro e que era para eu buscar para ela. O Vini também estava se coçando para comprar qualquer coisa, no fim, resistiu.

A Grazi queria jantar ostras e encontrou num restaurante bem famoso por aqui, o Terral. Lá tinha ostras frescas porém fecham às 21h e neste horário ainda estaria lavando as roupas. No fim eu fiquei lá dentro esperando ela e assim conseguimos jantar.

Quando saímos, já estava tudo fechando, aqui as coisas terminam cedo. Fomos para a pousada, o Vini foi jogar com os amigos, a Grazi foi pesquisar o hotel da próxima parada e eu fiquei um pouco no computador.