Dia de acordar cedo de novo, levantei as 7h30 e fui para o café, levei um café na cama pra Grazi e voltei para ficar um pouco no computador. Despachei algumas coisas e ainda fiz o diário de viagem.
Segundo o dono da pousada, o tempo ia abrir hoje, pena que vamos seguir viagem. Juntamos nossas coisas, já arrumamos as crianças com roupa de praia e fomos embora.
Antes de sair de Ubatuba, passamos pela orla para conhecer um pouco, já que ontem estava escuro e com bastante chuva. Tem bastante coisa por lá, até uma roda gigante que dava para ver ontem a noite.
Pegamos a estrada em direção a Praia do Félix, que ficava uns 20 minutos de Ubatuba. No meio da estrada tinha uma entradinha para praia do Lúcio, que fica junto com a do Félix. Como se trata de uma propriedade privada, tivemos que pagar uma taxa de estacionamento, bem barato por sinal, e conseguimos estacionar bem na beira da praia.
Lá tinha toda uma infra estrutura de restaurante, serviço de praia, banheiros e outras comodidades mas nosso interesse era outro, a Ptraia das Conchas, que a entrada era por essa praia.
Fomos direto para o canto da praia, no meio das pedras onde começava a trilha que nos levaria até a praia. Como choveu bastante ontem, estava tudo embarrado e escorregadio. Mas como viemos para isso, seguimos pela trilha que leva uns 20 minutos.
Chegando lá, o lugar é bem bonito, mas pequeno. O chão é praticamente só de conchas quebradas e tinha umas piscinas naturais que se formaram no meio das pedras. Tiramos várias fotos por lá, o Vini não queria ir embora.
Na volta pela trilha, a Grazi acabou caindo um tombo e se sujando toda, mas nada de grave. Na saída, as crianças tomaram banho de mar, que estava muito bom.
Como tinhamos outra parada pelo caminho, juntamos as crianças e voltamos para a estrada. O próximo destino era uma cascata na beira da estrada.
A Cachoeira do Prumirim passava por baixo da estrada e seguia o curso no lado. Paramos o carro na rodovia mesmo e descemos para ver. Uma parte da cachoeira já da para ver da estrada mesmo, mas a parte que se toma banho era mais distante e precisava pegar uma pequena trilha, como estávamos mal estacionados, acabamos deixando de lado.
Seguimos para nosso próximo destino, cidade de Paraty. Tudo parece perto, mas tudo é demorado. Até lá, menos de 60km e fomos direto para a Poço do Tarzan, que fica na Estrada Real, a maior rota turistica do Brasil, com mais de 1600km passando por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Paraty é um dos destinos finais do caminho antigo.
Por ser dentro da natureza, era uma avenura chegar lá, ainda mais com tudo embarrado. Depois de um caminho por barro e uma escada de troncos, chegamos numa ponte de madeira, onde só pode atrávessar duas pessoas por vez. Do outro lado, tinha um restaurante com música ao vivo, lugar onde íamos almoçar.
Como já tinha passado das 14h, o pessoal todo estavam com fome, até o Vini. Pedimos um prato com peixe frito com arroz e purê e um outro peixe com molho de camarão e batata frita, estavam excelentes.
Depois do nosso almoço, fomos para as cachoeiras. O Vini estava muito ansioso para descer no outro tobobã que tinha lá. Este era um pouco maior e mais radical, mas não arriscou descer sem colete.
A primeira descida não foi muito boa, foi trancando no caminho por ser muito leve. Na segunda, o pessoal desceu ele por outro lado, aí sim deslizou bastante. Desceu mais umas vezes ainda antes de cansar, depois ficamos esperando a Grazi que na verdade tinha ido para o estacionamento.
Pegamos o carro e fomos conhecer o centro histórico de Paraty, que fica do outro lado da rodovia. Lá conseguimos estacionar do lado do cais, bem próximo ao inicio do centro histórico. Lá tem mais de 350 anos desde o seu surgimento e o calçamento já mostra um pouco de como era no passado, para os carros, é muito ruim andar por lá.
Caminhamos pelas ruas, hoje com muitas lojas de grife e lojas de decoração. Tem também muitos restaurantes e cafés, aproveitamos para parar num e comer um bolo.
O Vini e a Isis queriam entrar e todas as lojas e com isso, o que era para ser uma voltinha rápida se levou um bom tempo. Eu comprei meu copinho para garantir e seguimos caminhando.
Algum momento começou a chover e decidimos voltar para o carro. Quando isso acoteceu, as pessoas que estaam caminhando sumiram, sei lá para onde foram. Pegamos um açaí para o Vini ir comendo, mas acabou quebrando a colher e não conseguiu comer.
Agora sim, partimos para nosso destino final do dia, antes, passamos no supermercado por lá acreditamos que seria difícil achar algo aberto e com variedade. Os últimos 60km do dia foram abaixo de chuva, e a estrada com muitas curvas. Levamos 1h para chegar no nosso flat.
O anfitrião nos mandou muitas fotos e dicas de como chegar, pois o lugar era bem escondido. Chegando lá, descarregamos o carro e nos instalamos. As crianças tomaram banho e depois jantamos, eles queriam miojo de janta.
Ficamos um pouco nos celulares e depois fomos dormir, amanhã será um dia cheio.