Las Leñas 2026

Como tiramos este dia livre, acabei levantando só depois das 8h. A Grazi levantou junto e fez o café enquanto eu me organizava para uma reunião as 9h.

Por incrivel que pareça, pegamos o nascer do sol as 8h30 da manhã, aqui amanhece muio tarde. Depois da minha reunião, começamos a acordar as crianças, o Vini é mais fácil mas a Isis demora um pouco mais, só levantou quando perguntei se ela queria jogar Clash Royale.

Arrumamos as crianças e nosso primeiro compromisso era alugar as roupas, equipamentos e principalmente, as botas de apreski. A Grazi acabou comprando a dela ontem, então peguei para mim e as crianças. Junto com isso, alugamos as roupas deles e os equipamentos que faltavam.

Na saída, nossa ideia era ir até a montanha para fazer um reconhecimento por lá e tentar comprar os passes porém no meio do caminho decidimos voltar e almoçar por aqui. Antes de chegar na vila, entramos num ponto turístico chamado Pozo de las Ánimas, que é um buraco gigante com água lá em baixo. Dizem que pelo eco, parecem gritos de antigos guerreiros.

Não sei se pegamos o endereço certo, mas caímos num hotel que tinha um restaurante do Francis Mallmann chamado Lauhen-Co, que fica dentro de um hotel de águas termais. Não era bem o que a gente estava procurando, mas como já estavamos lá, já resolvemos o almoço. Pedimos um Ojo de bife, uma milanesa de filé e umas saladas, estava excelente. Pegamos uma informação do uso dos banhos termais desse hotel.

Já era quase final da tarde e subimos a montanha para relembrar a montanha. Aproveitei para comprar os passes dos próximos dias. Enquanto isso, as crianças ficaram bincando muito na neve, se jogaram, rolaram, fizeram guerra de neve e até comeram neve.

Fomos no shopping da montanha para comprar as luvas que tinha faltado. O Vini aproveitou para se molhar bastante em qualquer possa ou montanha de neve. Até que não tinha muito movimento na estrada de volta, a maioria dos carros com correntes nos pneus.

Antes de chegar em casa, paramos num mercadinho que o anfitrião nos indicou para comprar um pão caseiro feito em forno de barro e mais algumas lenhas. Ainda passamos em casa para pegar nossas roupas e ir tomar um banho de água termal.

Neste lugar, tem diversas piscininhas com temperaturas diferentes. A parte ruim é que o cheiro do enxofre é forte, parace com ovo podre. O Vini entrou em uma de 39 graus e achou frio, então trocou por uma de 41 graus e gostou. Acabamos entrando todos nós nesta mesma, a Isis gostou bastante e não se incomodou com o calor.

Depois do banho, a Isis ficou deitada na cadeira relaxando um pouco, acho que essa vai ser companheira da Grazi nos spas. Voltamos para nossa cabana e enquanto as crianças foram pro celular, eu preparei a janta a pedido das crianças, massa com molho bolonhesa. Tomamos uma garrafa de vinho e depois fiquei um pouco no computador resolvendo as reservas perdidas no Chile.

Recolhi as crianças e fomos dormir, amanhã é dia de esqui.

É, só por descaso de consciência, não teve jeito mesmo, a fronteira segue fechada. Mas como já tinhamos reservado, seguimos nosso novo plano. Juntamos nossas tralhas, que não são poucas, e carregamos o carro. Nem chegamos no final da viagem e as coisas já não cabem mais na camionete.

Depois de conseguir recolher tudo, e de ter verificado mais duas vezes, seguimos nosso caminho. Antes de pegar a estrada, passamos no supermercado. Neste lugar era um shopping e acabamos almoçando já, tinha dois restaurantes mas aqui se almoça mais tarde, um deles só abre as 13h.

Pouco antes de terminar, já fui começando a fazer as compras, tinha tanta coisa que não coube no carrinho, o principal que não podia esquecer era ter vinhos para a nossa temporada. Também comprei algumas coisas para fazer algumas jantas em casa, já que de noite é muito frio.

A Grazi deu uma olhada em uma loja no shopping e ficou com vontade de comprar uma roupa de esqui e descobriu que no centro de Mendoza, mais precisamente na rua do lado de casa, era mais barato. Então acabamos indo para lá, enquanto ela ficava olhando as roupas, eu fui trocar uns reais. A cotação de Mendoza é muito menor do que conseguimos na fronteira, nos arrependemos de não ter trocado mais lá.

Perto das 15h conseguimos pegar a estrada, a parte boa é que Las Leñas fica a pouco mais de 3h daqui. O caminho é pro mesmo lado que se cruza para o Chile, porem em algum momento se pega outra estrada e a gente seguiu em direção ao sul.

Uns 50km antes de chegar já começou a aparecer a neve, no inicio bem pouco mas depois já estava tudo coberto. A região aqui é cheio de montanhas para todos os lados e uma estrada boa.

Chegamos na nossa vila, Los Molles umas 18h30, nesta hora já estava nevando, pouco mas nevando. Como não tinha sinal de celular, parei numa pousada que tinha para pedir sinal de internet para chamar o meu hoster e para minha surpresa ela disse, “Estas procurando o Augusto, ele esta aqui do lado” e por sorte, eu estava na frente da nossa cabana.

Ele nos mostrou o funcionamento de toda cabana, que estava bem quentinha já, tinha três calefações. Pegamos todas as malas do carro mais as compras de supermerdado e nos abancamos. A Grazi ficou arrumando as roupas e eu comecei o preparo da nossa janta.

Fiz um salmão com arroz, e separei uma parte para a Grazi fazer uns sashimis para ela e o Vini. Acabei quase tomando uma garrafa de vinho sozinho.

Depois da janta, a Grazi lavou a louça e a gente se preparou para ir dormir. Apesar da casa ter dois quartos, descemos um colchão e dormimos todos num quarto só.

Hoje seria o dia da gente seguir nosso cronograma e atravessar para o Chile mas desde o dia 15/07 os pasos estão fechados, decidimos ficar mais um dia em Mendoza para decidir nosso destino.

Num primeiro momento, pensei em ficarmos na estação de Los Penitentes aguardando a abertura da fronteira com o Chile mas quando fui pesquisar, descobri que até para lá estava fechado. O tempo não esta ajudando muito, tem previsão de neve para os próximos 7 dias ainda.

Deixei de lado as pesquisar e saimos para almoçar e escolhi um lugar onde os nativos vão, um restaurante chamafo Anna Bistrô, que teve uma indicação para estar no guia michelin. Ficava relativamente perto de casa, mas fomos de carro pois na saída tínhamos uma programação definida já.

O almoço era bem bom, pegamos alguns pratos para provar. Começamos por uma salada de camarões e na sequencia pegamos um nhoque e um bife de chorizo. Harmonizamos com vinho e aproveitamos o almoço. Em algum momento nos demos conta que estávamos atrasados para o nosso próximo compromisso.

Fiz um agendamento na Bodega Cruzat, era uma vinícola que a Grazi queria conhecer, já que provou a espumante deles um tempo atrás.

O passeio é bem legal, peguei um programa que inclui as crianças numa temátixa de criar um rótulo de espumante. Começamos conhecendo o processo de fabricação, fivemos a oportunidade de ver eles fazendo o degorgement ao vivo. Depois fomos para a sala de degustação e em quanto a gente provava os espumantes, as crianças criavam rótulos personalizados para as garrafas que íamos levar.

Fomos os últimos a sair, foi quase uma visitação privada. O Vini até fez um amigo argentino que estava aprendendo portugues pelo duolingo.

De lá voltamos para o apartamento, as crianças ficaram no celular e eu dei uma saída para comprar vinho e fazer um câmbio. No fim desisti do câmbio, pois a cotação era muito baixa e valisa a pena sacar da conta corrente. Peguei uns panchos para as crianças, que queriam comer, deixei em casa e fui no super, estávamos sem vinho.

Na volta decidimos nossos planos para os próximos dias, vamos passar uma semana de descanso em Las Leñas. Já pesquisei uns airbnb e escolhemos um lugar, não vamos ficar na vila mas muito próximos.

Com essa questão resolvida, fomos fumar um charuto na sacada e tomar um vinho. Passamos um tempo ali, no frio, conversando sobre várias coisas, principalmente assuntos chatos.

Perto das onze, colocamos a Isis para dormir, a Grazi dormiu antes dela. O Vini deixei madrugar.

Ainda estava cansado da viagem e acordei depois das 8h. Fiz café para todos aqui e começamos a movimentação. Nosso primeiro compromisso eram as 11h e mesmo com mais de 1h30 de tempo para sair, conseguimos nos atrasar.

A primeira vinícola do dia era aqui perto, uns 30km do centro, na Bodega Renacer. As escolhas das vinícolas foi primeiro pela possibilidade de aceitar crianças durante o tour e depois por afinidade.

Chegando na vinícola, o que chama a atenção é a casa que estampa o rótulo do vinho ícone deles. Mesmo conseguindo chegar na hora, tivemos que esperar uns 20 minutos antes de começar o tour. Aproveitamos para tirar fotos na rua.

Nosso tour foi privado, e começamos conhecendo alguns dos vinhedos da Renacer. Próximo dali, tem o lugaer onde eles preparam as uvas para o vinho Milamore, no estilo italiano, feito de uvas desidratadas, que tras o dulçor no vinho.

Em seguida entramos nas instalações da vinícola e passamos pelos processos de vinificação, cilindros de inox, tanques de concreto e sala de barricas. O Vini ficou bem interessado no processo.

Encerramos a visita na sala de degustações, degustando 4 rótulos. Um vinho laranja, o ícone, um vinho novo, painted e finalizando com o Milamore. A Isis já estava um pouco cansada do programa, mas em seguida fomos almoçar.

No fim, pedimos dois menus degustação e dois pratos kids, mas o Vini comeu quase todos os nossos pratos.

Ficamos mais um tempo por ali, a Isis ganhou uns desenhos para pintar e o Vini ficou no celular.

Seguimos para o nosso outro compromisso do dia, conhecer a vinícola Norton. Chegando lá, acredito que deu algum erro de comunicalção e a minha reserva não estava lá mas mostrei as conversas com eles e nos encaixaram no tour.

Fizemos um passeio semelhante ao da Renacer porem esta vinícola é muito maior, enquanto a Renacer produz 1 milhão de garrafas, a Norton produz 30 milhões/ano.

A vinícola é centenária e ficou em posse da família funadora, já na quarta geração até 1989, quando foi vendida para a família austriaca dona da Swarowski. Na reserva do garrafeiro, eles tem pelo menos um exemplar de vinho de todas as colheitas, mais de 3000 garrafas.

Finalizamos a visita numa das salas de degustação. Para as crianças, tinha desenhos para pintar enquanto a gente degustava os vinhos.

No final da tarde pegamos a estrada e voltamos para Mendoza, a Isis estava muito ansiosa para ir em algum parque, disse que tinha visto um quando fomos almoçar onde, mas eu não lembro desse. Como estava muito frio, demos uma volta rápida no calçadão, tomamos um sorvete e depois voltamos para o apartamento.

Acabamos nem fazendo janta, as crianças comeram uma torrada e depois ficaram agitando até a hora de dormir.

A ideia era sair cedo do hotel, mas acabei desligando o despertador sem querer e acordei as 8h. Desci antes para tomar café e depois liberei a Grazi para ir.

O café deste hotel é bem bom mas não me passei muito. Depois a Grazi desceu com o Vini e em seguida eu levei a Isis.

Juntamos nossas tralhas e pegamos a estrada depois das 10h da manhã. Apesar de uns quilometros a menos, ainda tinha bastante estrada pela frente.

Passamos o dia na estrada. As crianças alternavam entre ficar no celular e dormir. Em algum momento, quando fui ver o odômetro, vi que estávamos quase se combustível e para a nossa sorte, tinha um posto a poucos quilômetros dali. Não era o posto que eu gostaria, tivemos que entrar numa cidadezinha e parar neste posto estilo velho oeste.

Para nossa surpresa, uns quilômetros pela frente tinha mais um monte de posto, não deviamos ter nos desesperados.

Como tomamos café tarde, deixamos para almoçar depois das 16h e com isso, conseguimos assistir um pouco do jogo da final da copa do mundo.

Paramos num bar que tinha milanesa neste horário. Assistimos uma parte do jogo e logo pegamos a estrada de novo. Ao passar dos quilômetros, a temperatura baixava, quase chegando em Mendoza, tinha uma chuva fraca.

Chegamos no nosso airbnb que ficava na esquina da praça central de Mendoza, muito bem localizado. Tivemos que esperar nossa hoster chegar para liberar nossa entrada.

Deixamos todas as malas no apartamento e enquanto a Grazi arrumava as coisas, eu fui no supermercado comprar algumas coisas. Tinha só um supermercado 24h aberto, o resto tudo fechado.

Acabamos nem saindo para jantar, comemos um lanche em casa mesmo. Depois a briga para conseguir acalmar as crianças e conseguir dormir.

Depois de passar um bom tempo arrumando as malas ontem e só conseguindo ir dormir depois da meia noite, coloquei o despertador para as 5h15 da manhã. Depois e pegar as últimas coisas, acordar e vestir as crianças, conseguimos sair as 6h.

Ainda era noite e pegamos a estrada em direção à fronteira. Como era sábado, não pegamos muito movimento e chegamos em Uruguaiana poucp depois do meio dia. A Grazi queria almoçar no mesmo restaurante que comemos na outra viagem, porém não lembrávamos do nome, só tinhamos uma lembrança de onde mais ou menos era.

Depois de rodar algumas quadras, sem querer, acabamos encostando numa esquina e achamos o restaurante! Desta vez, vou anotar o nome para numa próxima vez, encontrar mais fácil. O restaurante La Pizzaria nem é grande coisa, mas tem uma comida caseira honesta.

Cruzamos fácil para o outro lado, logo na passada fizemos um pequeno cambio de dinheiro e seguimos viagem. A expectativa do frio não existiu neste dia, estava 32 graus em boa parte da viagem.

Fomos parados, ao total, 4 vezes. Todas passamos sem intercorrências. No fim só olhavam os documentos e nos liberavam.

Pegamos uns 20km de estrada ruim, com muitos buracos mas depois a estrada ficou boa. Mesmo sendo boa parte pista simples, tem bem pouco movimento nos dois sentidos.

Fizemos algumas paradas para abastecer, lanchar e ir no banheiro. Essas paradas eram um pouco difíceis para as crianças, queriam sempre comprar alguma coisa, qualquer. Numa dessas paradas, insistiram muito para comprar um chaveiro simples por ARS12.000 (R$42).

Chegando em Santa Fé, perto das 19h30, achei estranho o caminho para o hotel, era bem no centro e a imperssão que eu tinha é que era num lugar mais aberto e no fim estava confundindo com o hotel de Mercedes.

Depois de nos instalar, sugeri um restaurante que já tinha ido e novamente me confundi. Com isso a Grazi procurou um por perto e fomos caminhando até lá. Esta hora da noite já estava mais frequinho na rua e eu fui de camiseta de manga curta.

O lugar se chamava Dante, era um gastropub bem bonito. Como não tinhamos reserva, tivemos que ficar numa mesa na rua. Pedimos um Ojo de Bife, uma milanesa e uma salada de camarões, estava tudo excelente.

Na hora de voltar, acabamos pegando um Uber por causa do frio. Alias, o Uber tinha um carro caindo aos pedaços, sem sinto de segurança.

Nosso quarto do hotel eu pedi com duas camas de casal, mas não adiantou muito, na hora de dormir, a Isis não quis dormir como Mano.